22.1.09

Uma amiga mandou-me uma poema que escreveu há uns tempos para eu dar a minha opinião de 'opinativa' amadora. Disse-lhe o que achava (isso é entre mim e ela) e agora deixo-vos aqui o texto para vocês lerem, usufruírem destas palavras e se quiserem darem a vossa opinião.

 

Tento escrever
Mas não consigo.
Tantas já foram as folhas que rasguei...
Tantas já foram as lembranças que lembrei...
Sentada no meu sofá,
Procuro palavras bonitas que tentem,
De algum modo,
Explicar o que me vai na alma,
Definir o que me perturba o peito.
Mas é inútil...
As palavras escapam-me como areia entre os dedos.
E as que me lembro são fracas
Para te dar a conhecer tudo o que me inquieta.
Não consigo escrever...
A minha cabeça está confusa!
Perco-me entre as recordações,
Perco-me entre os pensamentos
Que quero transmitir para o papel
Mas não consigo...
Não consigo
Porque os meus pensamentos se baralham entre si,
Baralhando, assim, as minhas ideias.
E é por isso que escrevo.
Escrevo procurando uma lógica
Entre os rabiscos.
Escrevo sem me preocupar
Com a semântica ou a sintaxe.
Escrevo sem obedecer à pontuação,
Sem respeitar as palavras que estão escritas no dicionário.
E tudo isto para quê?
Somente porque quero estar a teu lado
Mas não me é permitido.
Somente porque quero a única boca que a minha aceite.
AMO-TE e tenho medo de o demonstrar.
Amo-te?!...Já não sei o que sinto,
Não sei o que penso.
Sei apenas que és motivo de insónia,
És motivo de tristeza,
De alegria.
És motivo de lágrimas e de sorrisos.
Não sei o que pensar...
Não sei o que pensar de mim.
Não sei o que pensar de ti.
Não sei, Simplesmente não sei!
Não sei se são verdade as mentiras que dizes,
Não sei se nos momentos de ternura
É a mim que beijas.
Não sei se te tento compreender
Ou se me tento compreender a mim.
Qual de nós o mais louco?
Qual de nós o mais apaixonado?
Qual de nós o não correspondido?
Perguntas ainda sem resposta.
Perguntas sem resposta
Que levantam ainda mais perguntas,
Também essas sem respostas.
E aqui, no aconchego do meu sofá,
Identifico-me com a música que ouço...
E concluo...
Que as perguntas são como as palavras que escrevo:
A seguir a uma surge logo outra.
E pensando neste ciclo vicioso,
Tentarei dormir,
Agora que exteriorizei
A agonia e anarquia que sentia.
Tentarei dormir e sonhar
Com o beijo que desejo,
Com o carinho que me dá vida.
Vou sonhar que, enquanto durmo,
Tu estás a meu lado
Zelando pelo meu sono...
 
Autora: F. S. R.

 

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link do postescrito por anid, às 15:33  opina à-vontade


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